A saúde familiar
12/05/2010 Autor: Joel Bueno da Costa Filho
A segunda saúde organizacional. O que é a família para uma organização. Velhos e novos paradigmas. Mas necessários para uma compreensão mais ampla de como as organizações sentem, pensam e agem.
Boa leitura!
Saúde, qualidade de vida e organizações (III)
A saúde familiar nas organizações
Olá amigos! Neste mês falaremos sobre a saúde familiar nas organizações.
Afinal o que isto representa e quais valores devemos monitorar para assegurar que a organização tenha uma boa saúde familiar?
Se relembrarmos nosso primeiro momento podemos dizer que a saúde familiar envolve o indivíduo e o núcleo chamado “família” onde está inserido. Por família podemos entender pais irmãos, tios, primos e parentes mais distantes.
A saúde familiar é aquela capaz de nutrir estes relacionamentos, vivenciando-os positivamente e administrando os conflitos de forma a estabelecer distâncias de segurança que permitam respeitar e ser respeitado.
Em toda a família existe conflitos (velados ou declarados). Irmãos sentem-se menos protegidos que outros, filhos que dão mais trabalho, pais que se relacionam melhor/mais com um filho do que com outro.
E como isso se processa na empresa: diretamente na gestão da liderança!
A forma como os líderes de uma empresa exercem sua liderança está diretamente relacionada como o ambiente familiar. Ambientes protecionistas levam à mentira desnecessária e a falta de caminhos adequados para a realização das estratégias da organização. Da mesma forma ambientes por demais perseguidores criam funcionários oprimidos que na primeira oportunidade deixam a empresa (sua casa) ou passam o tempo todo fazendo papéis submissos, assassinando a criatividade.
Da mesma forma existe um roteiro para a organizações seguirem e se manterem equilibradas na saúde familiar:
1o – Incentive um ambiente adulto: estimule pesquisar o clima interno quanto à impressão dos funcionários em termos de:
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Relacionamento com a chefia
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Oportunidades de crescimento
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Disseminação de informações
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Relacionamentos cruzados e pares etc..
2o – Aprenda a dar e receber feed back: existe técnica para se dar e receber feed back; ele é específico, descritivo, identificável e a mudança pode ser percebida em situações futuras e similares.
3o – Promova reuniões produtivas: o trabalho é nosso brinquedo mais importante; treine as pessoas para aprenderem a trabalhar com agenda e pauta de reuniões; adquira o hábito de iniciar reuniões na hora marcada e termina-las como tal; e sempre com ações documentadas adequadamente.
4o – Reconheça os esforços positivos: crie um sistema eficaz de avaliação de desempenho que permita um relacionamento e contrato de desempenho franco onde avaliador e avaliado sabem exatamente o que será verificado.
5o – Trabalhe o “pai adulto” nunca o “pai crítico ou pai protetor”: evite birras e manhas, mágoas, discussões sem fundamentos entre sua equipe; atue de forma serena e focada nos objetivos do grupo – e lembre-se: em qualidade não se fala das pessoas, se fala para as pessoas (Claus Möller).
6o – Seja um verdadeiro “pai”: esteja em casa quando necessário; se faça presente, seja amigo, ouça as pessoas; diga “sim” ou “não” em nome da verdade mesmo que isto seja difícil (não falte com a verdade); não ensine que “o bicho papão vem pegar” ou “você será castigado se ...” – clima de ameaça gera medo e inibe a criatividade, mata o respeito e assassina a auto estima.

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