Saúdes organizacionais
12/05/2010 Autor: Joel Bueno da Costa Filho
Nesta série de artigos você encontrará uma analogia feita a partir do conceito de que o homem vive sua dinâmica de vida baseado em 5 saúdes (física, econômica, social, familiar e mental). A partir daí esta projeção vai para as organizações que também possuem as mesmas 5 saúdes que se identificam a partir da observação e da prática de atitudes comuns. Muito interessante!
Saúde, qualidade de vida e organizações
Olá! Estou me apresentando para que, ao longo de nossa convivência neste espaço, você também possa conversar comigo sempre que possível. Me agradaria muito receber sua avaliação deste artigo, para melhor direcionar meu trabalho.
Agradeço à IZABEL pelo voto de confiança, pelo qual espero estar à altura.
Pretendo escrever sobre um assunto um tanto quanto extenso mas que deve receber uma “forma” ou “formato” para se tornar compreensível aos leitores. E essa compreensão deve ser exercida pelo leitor e não pelo autor. Por aí reconheço que meu endividamento com aqueles que estão lendo meus artigos é grande.
Feitas as introduções necessárias, vamos ao trabalho!!!
Qualidade de vida é saúde! Um indivíduo com saúde está mais próximo da qualidade do que um indivíduo doente. Estudando os 5 elementos no I Ching, aprendi que a saúde do homem é dividida em cinco categorias (ou saúdes) expressas assim:
Física – que é a integração e equilíbrio entre todos seus subsistemas biológicos, pois cada um está relacionado a outro, ora nutrindo ora nutrindo-se, controlando adequadamente sua energia física para ser considerado uma pessoa com saúde.
Mental – que é a prática de seus valores morais, crenças, profissão, religiosidade, inteligência e outras características que identificam um indivíduo como clinicamente e socialmente sadio.
Econômica – que é manutenção dos recursos materiais que um indivíduo deve ter para manter-se ao longo de sua jornada. Mais do que bens materiais, isto significa o uso adequado dos recursos que a própria mãe natureza permitiu-lhe utilizar e ser assim considerado um indivíduo saudável em termos materiais.
Familiar – que é a sua compreensão das relações familiares, de sua formação como indivíduo e “ser social” através da família e de seu “treino inicial” onde os valores foram “plantados” quando deveriam ter sido “emprestados” e desta forma compreendendo as relações e conflitos familiares, interagindo positivamente com eles para ser considerado um indivíduo de vida familiar saudável.
Social – que é a sua capacidade de interagir com as pessoas a seu redor, fora da família, lidando com conflitos e interesses pessoais aumentando sua influência sobre elas e com elas, e sabendo dizer “sim” para as pessoas e “sim ou não” para suas propostas para ser considerado um indivíduo socialmente saudável.
Se as organizações existem para atender as necessidades humanas e, ter saúde é uma dessas necessidades,por que não arriscar uma integração ou relacionamento entre o que é um indivíduo saudável e o que é uma organização saudável.
Sendo assim, podemos pensar que se qualidade de vida é saúde, uma organização saudável deve possuir “saúde” em cinco grandes ambientes:
Físico – lucro, resultados, metas e planos atingidos, fluxo financeiro adequado, recursos adequadamente dimensionados (nem “gorda”, nem “fraca”) e mantidos (processos conhecidos e efetivos).
Mental – cultura, valores, missão, visão de futuro, negócio, política da qualidade, políticas internas, sistemas de reconhecimento e recompensa que permitam o “jogo aberto” para encarar os conflitos “familiares” de forma aberta e voltada para a solução e disposição para o aprendizado (lembram-se das learning organizations?).
Econômica – patrimônio, ativos, uso adequado dos recursos existentes/disponíveis: ter, manter e aumentar seu patrimônio e saber compartilhá-lo (PPR).
Familiar – reconhecer em seus funcionários o verdadeiro sentido da “família” com respeito ao próximo, ensinar quando necessário, reconhecer e recompensar de forma justa (vide a saúde mental), lidar com os conflitos internos e assim por diante.
Social – seu relacionamento com clientes, fornecedores, parceiros comerciais e todas as pessoas e instituições com as quais se relaciona ao longo de seus negócios, aprendendo a fazer negócios na situação do ganha-ganha sempre que possível.
Se uma empresa estiver equilibrada nestes cinco ambientes, será que ela pode ser considerada saudável? Como transformar isso em ferramentas de gestão? É possível dar forma a tudo isso?
Sim! Vamos ver adiante! Este é o meu trabalho.
Até nosso próximo encontro.

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